sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O FILÓSOFO COLETIVO E A DANÇA DAS ESTRELAS

Essas meninas da terceira idade são genuínas estrelas, rainhas, sereias, musas, beldades, com movimentos bélicos e sensuais, capazes de levar um público de oito a oitenta ao delírio, em instantes, através de passos suaves e sorrisos lindos, pra lá de contagiantes. Mas como definir esse momento e o que esse representa na vida dessas verdadeiras divas? Defino, como superação e vitória, e, segundo nosso amigo Filósofo coletivo: elas são puro êxtase!
Pois ele nunca tinha visto tanta vitalidade, amor e dedicação. Talvez essa seja a fórmula para tanto empenho e sucesso, mas qual o segredo dessa enorme e linda exuberância? Será a dança? Já que, transborda vida nessas vovós, tão glamorosas, quando dançam. Quem consegue tornar-se tão forte quanto uma rocha, e, tão delicada quanto uma flor ao mesmo tempo? Somente verdadeiras artistas, para realizar tal façanha!
Vencedoras e detentoras de fortes sentimentos e emoções, claramente expressos em movimentos corporais e faciais, durante suas apresentações. Seus olhares verdadeiros nos mostram mais uma vitória, sobre tantas lutas diárias, buscando sempre o melhor, através de superação e perseverança.
Assim, mostrando ao mundo à que vieram, tornando um imenso ginásio poliesportivo, com um grande número de pessoas, entre elas, algumas autoridades locais, num grandioso palco para A DANÇA DAS ESTRELAS!
É meus amigos, em momentos como esses que reitero minha vontade de circular, por esse mundão nesse transporte de filosofias coletivas! A fim de viver experiências tão fantásticas, como a que vivi, através dessa apresentação de dança, com essas eternas meninas!

   RICARDO TORQUATO

Graduando em Educação Física – Licenciatura, ULBRA Gravataí.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

POEMA: A laranjeira – de Baltazar de Godoy Moreira

Uma linda sementinha
Em meu quintal descobri
Alva!  Macia, limpinha!
– Minha linda sementinha
Que posso fazer de ti?
Faze uma covinha rasa
Com boa vontade e amor,
No quintal de tua casa,
Onde haja luz e calor.
Deixa-me lá, por favor.
Um dia quando tu fores
Moça, formosa e faceira.
Terei um tronco encorpado,
E uma ramada altaneira.
          Cheia de frutos e flores
Então, com maior agrado
Darei para o teu noivado,

Os botões de laranjeira!

Agradeço a contribuição da professora Marione Rheinheimer, coordenadora dos cursos de Letras, Matemática e História da ULBRA Gravataí.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Talismã inseparável

Cuando un perro muere pierdes un amigo pero ganas un angel.

Eu apoiei minha cabeça em sua cama ontem à noite.
Vi que você estava chorando, você teve dificuldades para dormir.
Eu uivei suavemente para você como sempre fazia, e te disse:
"Sou eu, não deixei você, estou bem, estou bem, estou aqui."

Eu estava perto de você no café da manhã, te vi servir o chá,
Pensava nas muitas vezes que suas mãos me acariciaram.
Eu estava com você nas lojas, seus braços estavam ficando doloridos. Estava doido pra levar seus pacotes, quem me dera poder fazer mais.

Andei com você em direção à nossa casa, vi como você se atrapalhou com as chaves.
Suavemente coloquei minha pata em você, sorri e disse "sou eu".

Você parecia tão cansado e sentou-se em uma cadeira.
Eu tentei tanto fazer você saber, que eu estava ali.
É possível para mim, estar tão perto de você todos os dias.
Para te dizer com certeza, "Eu nunca fui embora."
Você sentou-se ali em silêncio e, em seguida, sorriu, acho que você sabia...
No silêncio daquela noite, eu estava muito perto de você.

O quando seu dia for longo... Eu vou sorrir ao ver você bocejar
e dizer "boa noite", "Deus abençoe, vou ver você de manhã."
E quando for a hora certa para você partir...
Eu vou correr pra te receber e te cumprimentar e vamos ficar, lado a lado como um dia já estivemos.

Seja paciente, vive sua jornada... então um dia nos encontraremos... 

Eu sou seu cão... parti dessa terra, mas estarei sempre por perto te amei e te amo como nunca.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O FILÓSOFO COLETIVO E O MUNDO DO INVERSO


Dor, sofrimento, angústia, desespero, mentira, desconfiança, ganancia e ódio, são sentimentos inexistentes em nossas vidas, mesmo em eras mais remotas, bem como: o período de Pitágoras ou até mesmo de Aristóteles, nomes extremamente importantes na história da humanidade. Será que tudo isso é verdade? Ou apenas um sonho? Será que fui parar em outro mundo? Pois quando olhei para o lado, me deparei com muita alegria, sinceridade, companheirismo, confiança, amor, serenidade e a verdade nua e crua. Já que, não encontro guerras e nem mesmo tanta ganância por aqui.
Nesse lugar onde estou, existem flores e árvores lindas, nunca vistas antes. Será que morri e vim morar no paraíso? Impossível, pois não sou perfeito, mas será que existe a perfeição? - Não meus amigos! Entretanto, se parássemos de tentar perfeitos, viveríamos em um mundo, com sentimentos melhores e mais puros, longe de fofocas, logo, não nos angustiaríamos por tão pouco, assim seriamos menos mesquinhos. Nesse lugar, nossos amigos nos aceitam como realmente somos e não pelo que possuímos ou classe social, aqui, eles nos amam de qualquer jeito, pois esse amor é no plural.
Nossa! Continuo reparando ao meu redor e não encontro mentiras, distinções de raças ou crenças, onde ninguém é executado, numa cruz, para salvar as mesmas pessoas que o crucificaram. Mas como tudo que é bom dura pouco, o meu caro amigo Filósofo Coletivo, me despertou de um belo sonho, pois na próxima parada eu desço, tendo então que voltar ao mundo real e colocar os pés no chão!
Tomara que semana que vem, eu consiga sonhar novamente com um mundo totalmente inverso do que vivemos. Já que, o transporte do Filósofo Coletivo, tem circulado pela cidade levando sonhos, crenças, ideais e fantasias aos que nele embarcam!
Até a próxima!
Ricardo Torquato                                                                                                 
Graduando em Educação Física – Licenciatura, ULBRA Gravataí.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

REVOLUÇÃO COLETIVA

 
No dia 20 de setembro, festeja-se no Rio Grande do Sul a Revolução Farroupilha, que eclodiu na noite de 19/09/1835, quando Bento Gonçalves da Silva avançou com cerca de 200 farrapos (ala dos exaltados, que queriam províncias mais autônomas, unidas por uma república mais flexível) sobre a capital Porto Alegre, pelo caminho da Azenha.  A revolta deu-se em função dos elevados impostos cobrados no local de venda sobre itens produzidos nas estâncias do Estado. Charqueadores e estancieiros reclamavam, ainda, de outros impostos: sobre o sal importado e sobre a propriedade da terra.
Após quase 10 anos de revolução, o tratado de paz foi assinado em Ponche Verde, pelo Barão Duque de Caxias e o General Davi Canabarro, em 28/02/1845. Será que entraremos em outra revolução farroupilha? Ou já entramos? Pois todos os protestos feitos aqui no estado, por causa dos valores das passagens do transporte público, melhorias na educação, na saúde, na segurança, os altos níveis de impostos cobrados e os índices de corrupção elevadíssimos, já que, segundo os dados do nosso Filósofo Coletivo, esse último citado é o principal propulsor de todo descaso com a nação Riograndense, o que nos remete a uma grande e expressiva revolução coletiva.
Bom meus amigos, com toda essa euforia e energia do nosso caro Filósofo, em lotar seu ônibus, para a Semana Farroupilha, e, continuar fazendo grandes protestos estado afora.
Logo, espero que ele consiga contemplar, com sucesso, a sua tão almejada revolução coletiva!
Nossa! Quase me esqueço de descer do ônibus, mais uma vez! Até a semana que vem!



RICARDO TORQUATO

Graduando em Educação Física – Licenciatura, ULBRA Gravataí

terça-feira, 17 de setembro de 2013

LEITURA E PALAVRA ESCRITA




Ainda que o ato de ler não se restrinja a uma única linguagem, é inegável que quando falamos em leitura há um privilégio da linguagem verbal, que se mostra ao leitor na forma de textos, sejam eles orais ou escritos. Mas não se pode negar também que dominar a habilidade da leitura de textos escritos oferece ao leitor recursos privilegiados para compreender diferentes expressões e formas simbólicas. Então, cria-se uma relação dinâmica, em que a leitura da palavra enriquece a compreensão do mundo, e vice-versa.

Antes de seguir para a próxima publicação, procure lembrar-se de como foi quando começou a ler. Na infância, alguém lia para você, mostrava livros, revistas? Você via adultos lendo? Certamente, você convive e conviveu com pessoas que lhe abriram, ou ainda lhe abrem, as portas da leitura. Quem são elas, o que fizeram que marcaram sua lembrança? Talvez esse mediador tenha lhe ajudado a descobrir o encantamento que a leitura pode oferecer – imagens, sensações, cheiros e sabores surgem de uma boa narrativa. Novas experiências podem ser vividas por meio de um bom livro.