sexta-feira, 18 de abril de 2014

A SEXTA-FEIRA SANTA




O feriado da Sexta-feira Santa ou Paixão de Cristo existe em todos os países de tradição católica. Mas ainda que a atenção das pessoas se concentre principalmente nessa data, a sexta-feira faz parte de um conjunto maior, composto pelos três dias que antecedem o Domingo de Páscoa, e que na liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana recebe o nome de Tríduo Pascal. Uma das principais tradições dos católicos praticantes é a abstinência da carne, em respeito ao sacrifício de Cristo na cruz.
Logo, neste dia ficamos restritos e a deriva de uma série de pecados. Alguns deles um tanto quanto banais, bem como abstinência de carne, por exemplo. Pois será que Jesus Cristo julgaria alguém como pecador, por comer um simples pedaço de carne, mesmo que essa fosse a única forma de alimento de tal pessoa? Ou somente aqueles cujo um bom filé de peixe é servido em sua mesa, estariam livres de todos os pecados desse mundo? Provavelmente não! Já que, nossos pecados não se resumem ao que comemos, e sim aos nossos atos!
Porém, mesmo com tamanho egoísmo, ganancia e rancor, existem evidências claras no aumento do nível de sensibilidade no ser humano, em datas tão especiais, como: a Sexta-feira Santa e a Páscoa. Onde tentamos nos afastar deste lado obscuro que infelizmente, ainda, assola nossos corações.
É, meus amigos! O espírito do Tríduo Pascal nos mostra, que: - Não é preciso ser a pessoa mais religiosa do planeta para entender a necessidade da Sexta Feira Santa, em nossas vidas. A fim de que, o mundo não vire uma Sexta-feira 13.

RICARDO TORQUATO
Licenciado em Educação Física - ULBRA Gravataí

terça-feira, 15 de abril de 2014

O SILÊNCIO DOS LOBOS


Pense em alguém que seja poderoso…

Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?


Lobos não gritam.

Eles têm a aura de força e poder.

Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.

Sorria.

Silencie.

Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.

Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a

(falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade !

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.

Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.

Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.

Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.

Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.

Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.

Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Texto de Aldo Aldo Novak

domingo, 13 de abril de 2014

A lenda da Gralha Azul





De acordo com a lenda, a muito tempo atrás, a gralha azul era apenas uma gralha parda, semelhante as outras de sua espécie. Mas um dia a gralha azul resolveu pedir para Deus lhe dar uma missão que lhe faria muito útil e importante. Deus lhe deu um pinhão, que a gralha pegou com seu bico com toda força e cuidado. Abriu o fruto e comeu a parte mais fina. A outra parte mais grodinha resolveu guardar para depois, enterrando a no solo. Porém, alguns dias depois ela havia esquecido o local onde havia enterrado o restante do pinhão.


A gralha procurou muito, mas não encontrou aquela outra parte do fruto. Porém, ela percebeu que havia nascido na área onde havia enterrado uma pequena araucária. Então, toda feliz, a gralha azul cuidou daquela árvore com todo amor e carinho. Quando o pinheiro cresceu e começou a dar frutos, ela começou a comer uma parte dos pinhões e enterrar a parte mais gordinha (semente), dando origem a novas araucárias. Em pouco tempo, conseguiu cobrir grande parte do Estado do Paraná com milhares de pinheiros, dando origem a floresta de Araucária.

Quando Deus viu o trabalho da gralha azul, resolveu dar um prêmio a ela: pintou suas penas da cor do céu, para que as pessoas pudessem reconhecer aquele pássaro, seu esforço e dedicação. Assim, a gralha que era parda, tornou-se azul.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O QUE É A PÁSCOA? - 2014




A Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a unir-se ao corpo). Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Pois essa tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém. A Páscoa é uma das festas móveis do nosso calendário, vindo logo após a Quaresma e culminando na Vigília Pascal. Por tanto, essa acontece no primeiro domingo depois da lua cheia, nem antes de 22 de março nem depois de 25 de abril.
A figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades, já o ovo simboliza o inicio da vida.
Mas será que todos sabem por que celebramos a Páscoa? Ou estamos presos apenas ao consumismo? Quem sabe, por que os ovos são de chocolates e não apenas ovos de galinhas enfeitado e distribuído como era feito na China? Será que alguma escola, em seu maravilhoso calendário letivo ensina ao seu aluno, que: no século XVIII, surgiram os ovos de chocolate em substituição aos ovos duros e pintados (que eram escondidos nas ruas e nos jardins para serem caçados) porque a Igreja proibia, durante a Quaresma, a alimentação de ovos, carne e derivados de leite?
Pois foi assim que: os confeiteiros franceses tiveram uma descoberta fabulosa e inventaram esse modo atraente de apresentar o chocolate ao mundo do consumismo.
Por tanto, essa é uma pequena parte na história da Páscoa, que poderia ser contada ao seu aluno ou filho. Mostrando-lhe o verdadeiro valor dessa data, tão importante espiritualmente.
Logo, não seria apenas época de degustar chocolates. Faríamos muitas reflexões sobre a vida!
E para você o que é a Páscoa?


Ricardo Torquato

Licenciado em Educação Física - ULBRA Gravataí.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

ENADE 2014 - Fiquem atentos!


O ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Ensino Superior) é uma prova escrita, aplicada anualmente, usada para avaliação dos cursos de ensino superior brasileiros. A aplicação da prova é de responsabilidade do INEP, uma entidade federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Participam desta avaliação os alunos ingressantes e concluintes no ensino superior e o aluno que deixa de participar do Enade é impedido de concluir o curso, não recebendo seu diploma.

Iniciado mais precisamente nessa modalidade de avaliação em 2004, o ENADE tem se tornado o calcanhar de Aquiles de muitas Instituições de Ensino Superior, inferindo inclusive em seu descredenciamento. Desta forma tem-se observado nas Instituições brasileiras uma linguagem universal entre seus stakeholders (professores, coordenadores, reitores, diretores e alunos) no que diz respeito ao exame, pois nessa relação as Instituições pautam seus discursos e planejamentos estratégicos visando a prepararação dos alunos para o citado Exame, em virtude de o resultado influenciar diretamente na sobrevivência destas no mercado. Porquê àquelas Instituições que não atenderem às exigências e resultados mínimos favoráveis terão penalidades inclusive em não abertura de cursos e/ou redução de vagas no curso avaliado.

EDUCADOR OU PROFESSOR? (releitura)




Olá, caros leitores! Gostaria de convidá-los a voltar no tempo, através deste rol de recordações, que tomam distância e se aproximam rapidamente formando um turbilhão de sensações, sendo elas, agradáveis ou não.
Já que, este texto trata de um assunto, pertinente em nosso cotidiano, chamado educação. Por isso, resolvi chama-lo de: educador ou professor? (releitura). Logo, desejo à todos uma boa leitura.
No Brasil, o termo educador virou mania! Muitos acreditam que educar seja o papel do professor, será essa a maneira mais fácil de ver o barco afundar, sem precisar arcar com as consequências? Já que, a escola está virando depósito de crianças. E a fala mais comum nesse depósito é: - Professor trate de educar muito bem o meu filho, pois não posso mais com esse guri, ele está me enlouquecendo!
Mas onde estão os nossos verdadeiros educadores? Aqueles que nos ensinam o exato valor da vida, que nos mostram o certo ou errado, que nos ensinam a ter educação e boas maneiras. Será que esses estão sumindo? Aos poucos sim, pois estão ficando raros!
- Educar? Esse não é o papel do professor, professores aplicam exercícios físicos, ensinam regras de esportes maravilhosos e falam sobre a história do mundo, citando grandes nomes como: Albert Einstein, Napoleão Bonaparte, Santos Dumont entre outros. Porém, educar tem sido o papel constante do professor, na escola. Já que, esse passa a maior parte da aula pedindo aos alunos, para desligarem seus celulares, pois esse Funk está atrapalhando o andamento da mesma, ou então, falando: - Fulano larga o ciclano! – Se você não sentar vai perder o recreio!
Eh meus amigos, vamos parar de acreditar que os professores, são educadores, pois esses são os pais!
Professores ensinam e formam futuros profissionais! Pais educam e formam ótimos cidadãos!
   RICARDO TORQUATO
Licenciado em Educação Física - ULBRA Gravataí.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

ANTROPOSOFIA, por Rubem Alves


Antroposofia (palavra derivada do grego anthropós, homem, e sophia, sabedoria) é uma filosofia de vida que reúne os pensamentos científico, artístico e espiritual numa unidade e que responde às questões mais profundas do homem moderno sobre si mesmo e sobre suas relações com o universo.

Elaborada no início deste século pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), a Antroposofia é um método de conhecimento que aborda o ser humano em seus níveis físico, vital, anímico e espiritual, e mostra como essas naturezas, absolutamente distintas entre si, atuam em constante inter-relação. Trata-se de uma Ciência que se interessa pelos processos físicos abordados pelas ciências naturais e também por todos aqueles processos que não podem ser materialmente mensuráveis. Esta abrangente e organizada compreensão do ser humano e de seus relações com o Cosmos trouxe um substancial enriquecimento a todos os campos práticos da sociedade, contribuindo, com suas descobertas, para uma vida humana mais íntegra.

A Antroposofia chegou ao Brasil, mais especificamente ao Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, com os imigrantes europeus no começo do século. Em São Paulo, o movimento cresceu e consolidou-se, passando então a permear e a orientar diversas atividades profissionais.

A colaboração de cientistas, artistas, médicos, educadores, agricultores, sociólogos e outros profissionais das mais diversas áreas que se orientam pelos princípios antroposóficos, tem fortalecido e aumentado a abrangências do movimento, que propões recriar o conhecimento científico atual com uma visão artística, espiritual e mais humanizada.

Nos anos 90, a ciência vem se aproximando do que Rudolf Steiner chamou de “a compreensão mais elevada das coisas”. As questões tratadas pela Antroposofia foram oficialmente enunciadas no meio científico a partir de 1986, pela Unesco, no Congresso de Veneza, onde foi apontada a defasagem entre os avanços tecnológicos e a qualidade de vida das pessoas e da sociedade no planeta. Em 1994 houve o I Congresso Mundial de Multidisciplinaridade, coordenado pelo sociólogo Edgar Morin, pelo artista Lima Freitas e pelo físico Nicolesu, onde se discutiu a necessidade de o homem contemporâneo encontrar novas bases espirituais para a vida. Podemos reconhecer nestes novos fundamentos os anseios essenciais da concepção antroposófica de Ciência, Cultura e do homem.